Site muito bacana sobre cultura, a idealizadora do site é Vanessa Dias, Mulher, Jongueira, Atriz, Pedagoga, Educadora Social.
Vale a pena conferir, segue endereço:
http://paper.li/Vanessacultura
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domingo, 9 de fevereiro de 2014
Dica para o verão: Faça você mesmo um saboroso picolé de frutas
Uma receita simples para fazer picolés em casa
Para refrescar no verão nada como um saboroso sorvete. Para economizar você mesmo pode fazê-lo em casa utilizando frutas variadas de sua preferência como morango, manga, pêssego ou kiwi. Utilize forma de picolé ou copinhos de plástico.Quem estiver de dieta precisa apenas substituir o açúcar por adoçante.
Você vai precisar de 6 copinhos pequenos, 6 palitos de sorvete e os seguintes ingredientes:
- 2 ½ xícaras de frutas congeladas
- 1/3 xícara de açúcar ou adoçante a gosto
- 1/3 xícara de água quente
Com informações de The Cookie Shop
Fonte: http://catracalivre.com.br/geral/gastronomia/indicacao/faca-voce-mesmo-um-saboroso-picole-de-frutas/
Médico “à paisana” oferece tratamento a moradores de rua nos EUA
Iniciativa se tornou uma rede nacional de estudantes de medicina e voluntários
Há mais de 20 anos, o médico Jim Withers veste roupas comuns e vai ao centro de Pittsburgh, na Pensilvânia, oferecer tratamento aos moradores de rua. A iniciativa, antes isolada, hoje faz parte de uma rede de estudantes de medicina e voluntários que prestam serviços de saúde à população de rua nos Estados Unidos, a Operation Safety Net.
Em 1992, Withers começou este trabalho, acompanhado de Mike Sallows, um ex-morador de rua. Os dois atuam juntos até hoje, levando às ruas mochilas com comida, materiais de primeiros socorros e medicamentos. Eles estimam que mais de 1.200 pessoas desabrigadas foram atendidas por ano desde o início.
Confira um vídeo sobre Jim Withers, o “médico de rua”:
Fonte:http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/medico-a-paisana-oferece-tratamentos-gratuitos-a-moradores-de-rua-nos-eua/
Índias, odaliscas, mulatas: a erotização do outro corpo feminino
Transformar os homens em escravos e as mulheres, em objetos sexuais, é
prática comum ao longo da história no que diz respeito à dominação de
um grupo por outro. Interessante é notar como, além de uma prática
resultante de guerras e conquistas, a erotização do corpo feminino
estrangeiro, o corpo da Outra, é incorporado à cultura dominante.
Traçando uma história do corpo, sobretudo no pensamento francês, Alain Corbin (2009) destaca que o imaginário erótico colonial, aquele que incide sobre os grupos colonizados, foi construído a partir de meados do século XIX, quando essa fantasia “toma corpo” – com o perdão do trocadilho. No caso da França, são os territórios da Argélia, do Norte da África e, mais amplamente, do Império Otomano, que desvelam as maiores fantasias e desejos do branco ocidental.
Pensamos, por um instante, nas imagens que marcam a nossa cultura. A imagem das odaliscas, a mulher sensual que encanta os homens pela dança do ventre, faz parte da representação erótica feminina do pensamento ocidental. E não me refiro a isso pelo fato da dança do ventre ser praticada também no Brasil. É mais que isso: os elementos desse tipo de dança foram incorporados no que podemos chamar de uma dança sensual. Reproduz-se parte da dança, mas em outros contextos e com outras finalidades.
Corbin (2009, p. 240) destaca que, aqui, “parecem ter-se misturado as imagens do harém e a do bordel, a possessão da dançarina egípcia e a da prostituta”. Vale destacar que essa erotização se dá de forma estereotipada, fruto da desejada ignorância do grupo dominante sobre a cultura subjugada.
Boas doses de xenofobia e racismo marcam essas concepções. Pensemos, agora, nas mulheres negras. Elas não precisam ser estrangeiras para ser O Outro. Em uma cultura que valoriza principalmente a cor branca, as mulheres negras (e os homens também) sofrem preconceito. Embora tenhamos uma população negra expressiva no Brasil, ainda convivemos com a caricatura da mulata, aquela mulher cuja sexualidade está sempre à flor da pele, a mulher “da cor do pecado”.
Voltando no tempo, podemos pensar nas milhares de Iracemas que já tivemos: as mulheres indígenas que se envolviam sexualmente com os colonizadores.
O que as odaliscas, as mulatas e as índias têm em comum, para o que estamos analisando, é o fato de serem mulheres e, todas elas, fruto de intensa objetificação sexual. Evidentemente, são modelos que não condizem com a realidade, haja vista a diversidade de mulheres dentro de cada uma dessas categorias.
Ainda, tal erotização incide com força sobre o corpo feminino, mas não sobre o masculino. A imagem dos sultões, dos negros ou dos índios não nos remete diretamente à sexualidade. Se podemos falar de um homem que é desejado e cujo fenótipo é valorizado na cultura ocidental é exatamente a do homem ocidental, caucasiano, branco de olhos claros.
Na prática, o padrão de beleza hegemônico masculino ou feminino se pauta pelo modelo clássico dos brancos de olhos claros e cabelos lisos. Mas, para as mulheres dos grupos colonizados, há frequentemente um espaço no imaginário sexual. Tal erotização está relacionada à estereotipação desse outro corpo feminino e, consequentemente, da redução de possibilidade de empoderamento dessas mulheres.
Logo, percebemos que, se existem formas de dominação mediadas principalmente pelo uso da força, há outras exercidas sutilmente pela suposta valorização do corpo.
Fonte: http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/06/06/indias-odaliscas-mulatas-a-erotizacao-do-outro-corpo-feminino/
Traçando uma história do corpo, sobretudo no pensamento francês, Alain Corbin (2009) destaca que o imaginário erótico colonial, aquele que incide sobre os grupos colonizados, foi construído a partir de meados do século XIX, quando essa fantasia “toma corpo” – com o perdão do trocadilho. No caso da França, são os territórios da Argélia, do Norte da África e, mais amplamente, do Império Otomano, que desvelam as maiores fantasias e desejos do branco ocidental.
Odaliscas: a erotização que mistura traços da cultura oriental, da dança do ventre, com a cultura ocidental.
Pensamos, por um instante, nas imagens que marcam a nossa cultura. A imagem das odaliscas, a mulher sensual que encanta os homens pela dança do ventre, faz parte da representação erótica feminina do pensamento ocidental. E não me refiro a isso pelo fato da dança do ventre ser praticada também no Brasil. É mais que isso: os elementos desse tipo de dança foram incorporados no que podemos chamar de uma dança sensual. Reproduz-se parte da dança, mas em outros contextos e com outras finalidades.
Corbin (2009, p. 240) destaca que, aqui, “parecem ter-se misturado as imagens do harém e a do bordel, a possessão da dançarina egípcia e a da prostituta”. Vale destacar que essa erotização se dá de forma estereotipada, fruto da desejada ignorância do grupo dominante sobre a cultura subjugada.
Boas doses de xenofobia e racismo marcam essas concepções. Pensemos, agora, nas mulheres negras. Elas não precisam ser estrangeiras para ser O Outro. Em uma cultura que valoriza principalmente a cor branca, as mulheres negras (e os homens também) sofrem preconceito. Embora tenhamos uma população negra expressiva no Brasil, ainda convivemos com a caricatura da mulata, aquela mulher cuja sexualidade está sempre à flor da pele, a mulher “da cor do pecado”.
Voltando no tempo, podemos pensar nas milhares de Iracemas que já tivemos: as mulheres indígenas que se envolviam sexualmente com os colonizadores.
O que as odaliscas, as mulatas e as índias têm em comum, para o que estamos analisando, é o fato de serem mulheres e, todas elas, fruto de intensa objetificação sexual. Evidentemente, são modelos que não condizem com a realidade, haja vista a diversidade de mulheres dentro de cada uma dessas categorias.
Ainda, tal erotização incide com força sobre o corpo feminino, mas não sobre o masculino. A imagem dos sultões, dos negros ou dos índios não nos remete diretamente à sexualidade. Se podemos falar de um homem que é desejado e cujo fenótipo é valorizado na cultura ocidental é exatamente a do homem ocidental, caucasiano, branco de olhos claros.
Na prática, o padrão de beleza hegemônico masculino ou feminino se pauta pelo modelo clássico dos brancos de olhos claros e cabelos lisos. Mas, para as mulheres dos grupos colonizados, há frequentemente um espaço no imaginário sexual. Tal erotização está relacionada à estereotipação desse outro corpo feminino e, consequentemente, da redução de possibilidade de empoderamento dessas mulheres.
Logo, percebemos que, se existem formas de dominação mediadas principalmente pelo uso da força, há outras exercidas sutilmente pela suposta valorização do corpo.
Fonte: http://ensaiosdegenero.wordpress.com/2012/06/06/indias-odaliscas-mulatas-a-erotizacao-do-outro-corpo-feminino/
Cuidado com vibrador e sexo oral evita DSTs entre lésbicas
Mulheres precisam tomar cuidado para não contrair DSTs (Doenças
Sexualmente Transmissíveis) também ao ter relações sexuais com parceiras
do mesmo sexo. O risco de se contaminar é menor do que nas relações
heterossexuais ou entre dois homens, mas existe, enfatiza o médico e
colunista do UOL Jairo Bouer nesta edição do @saúde.
No sexo oral, os riscos de se contrair uma DST são os mesmos qualquer que seja a configuração do casal. "Para evitar o contato direto da mucosa da boca com a vagina, as mulheres podem usar filmes plásticos ou uma camisinha cortada no formato de um quadrado", recomenda Jairo.
O colunista lembra que também existe risco de contaminação no
compartilhamento de vibradores e outros artigos eróticos. "Se a mulher
usa e passa para a outra usar pode acabar transferindo bactérias, vírus e
fungos de uma vagina para outra", diz.
O melhor é que cada uma tenha o seu "brinquedo" ou que ele seja bem lavado antes de passar de uma para a outra. Ou, ainda, pode-se usar uma camisinha no vibrador e trocá-la quando a parceira for usar.
Assista aos demais programas do Jairo no UOL Saúde. E se você tem alguma pergunta sobre saúde, sexo ou comportamento, envie para drjairobouer@uol.com.br. Algumas questões serão selecionadas e respondidas nos futuros vídeos.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/02/06/cuidados-no-sexo-oral-e-com-vibradores-evitam-dsts-entre-mulheres.htm
No sexo oral, os riscos de se contrair uma DST são os mesmos qualquer que seja a configuração do casal. "Para evitar o contato direto da mucosa da boca com a vagina, as mulheres podem usar filmes plásticos ou uma camisinha cortada no formato de um quadrado", recomenda Jairo.
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Os riscos de se contrair uma DST pelo sexo oral também existem entre garotas
O melhor é que cada uma tenha o seu "brinquedo" ou que ele seja bem lavado antes de passar de uma para a outra. Ou, ainda, pode-se usar uma camisinha no vibrador e trocá-la quando a parceira for usar.
Assista aos demais programas do Jairo no UOL Saúde. E se você tem alguma pergunta sobre saúde, sexo ou comportamento, envie para drjairobouer@uol.com.br. Algumas questões serão selecionadas e respondidas nos futuros vídeos.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2014/02/06/cuidados-no-sexo-oral-e-com-vibradores-evitam-dsts-entre-mulheres.htm
"O direito à liberdade de expressão não inclui o direito à liberdade de fazer com ela o que quer que seja" - por Jânio de Freitas
Colunista afirma que a apresentadora Rachel Sherazade passou dos
limites ao fazer apologia à violência e propor violações aos direitos
humanos, no caso do jovem que foi acorrentado no Rio de Janeiro; "O
direito à liberdade de expressão não inclui o direito à liberdade de
fazer com ela o que quer que seja. Se não fosse assim, a liberdade de
expressão incluiria até a de pregar a extinção do regime que a mantém"
A liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser usada para justificar crimes, como apologia à violência e violações de direitos humanos. É o que diz o jornalista Janio de Freitas, sobre comentário feito pela apresentadora Rachel Sherazade, do SBT, sobre um jovem que foi acorrentado e agredido por justiceiros no Rio de Janeiro.
O
repúdio do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio ao que
considerou apoio de Rachel Sheherazade, do jornal "SBT Brasil", aos que
agrediram e acorrentaram nu a um poste um adolescente, por eles acusado
de roubos, expressa bem a confusão de conceitos e de condutas que se
dissemina, e degrada, quase sem resistência.
A apresentadora e seu parceiro, Joseval Peixoto, invocaram, como base institucional do seu argumento, a "absoluta liberdade de expressão". "E nós não abrimos mão desse direito", o que motiva os votos de que continuem ou passem a defendê-lo. Mas o que foi posto em questão não é aquela liberdade nem o respectivo direito.
A liberdade de expressão foi plenamente exercida pela apresentadora em seu comentário à agressão e ao acorrentamento do adolescente. No caso e em infinitos outros, o problema está no modo como essa custosa liberdade é usada. O direito à liberdade de expressão não inclui o direito à liberdade de fazer com ela o que quer que seja. Se não fosse assim, a liberdade de expressão incluiria até a de pregar a extinção do regime que a mantém. E, para não haver sequer vapor de dúvida a respeito, a Constituição adotou como cláusula pétrea, ou seja, irremovível e imutável, a absoluta proibição de qualquer ato contrário ao pleno Estado de Direito.
A nota do sindicato apontou, no comentário de Sheherazade, violação dos direitos humanos, do Estatuto da Criança e do Adolescente e apologia à violência. Tréplica da apresentadora: "O que eu defendi foi o direito da população de se defender quando o Estado é omisso, quando a polícia não chega. Isso está na lei". Não há nenhuma lei que conceda à sociedade, nem mesmo à polícia e a juiz fora de função, o direito de fazer pretensa justiça por conta própria. O que, é óbvio, se dá quando uma pessoa é surrada, posta nua e acorrentada a um poste na rua.
Fonte: http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/23199-o-direito-a-liberdade-de-expressao-nao-inclui-o-direito-a-liberdade-de-fazer-com-ela-o-que-quer-que-seja-por-janio-de-freitas
A liberdade de expressão não é absoluta e não pode ser usada para justificar crimes, como apologia à violência e violações de direitos humanos. É o que diz o jornalista Janio de Freitas, sobre comentário feito pela apresentadora Rachel Sherazade, do SBT, sobre um jovem que foi acorrentado e agredido por justiceiros no Rio de Janeiro.
Uso sem moderação
O direito à liberdade de expressão não inclui o direito à liberdade de fazer com ela o que quer que seja
A apresentadora e seu parceiro, Joseval Peixoto, invocaram, como base institucional do seu argumento, a "absoluta liberdade de expressão". "E nós não abrimos mão desse direito", o que motiva os votos de que continuem ou passem a defendê-lo. Mas o que foi posto em questão não é aquela liberdade nem o respectivo direito.
A liberdade de expressão foi plenamente exercida pela apresentadora em seu comentário à agressão e ao acorrentamento do adolescente. No caso e em infinitos outros, o problema está no modo como essa custosa liberdade é usada. O direito à liberdade de expressão não inclui o direito à liberdade de fazer com ela o que quer que seja. Se não fosse assim, a liberdade de expressão incluiria até a de pregar a extinção do regime que a mantém. E, para não haver sequer vapor de dúvida a respeito, a Constituição adotou como cláusula pétrea, ou seja, irremovível e imutável, a absoluta proibição de qualquer ato contrário ao pleno Estado de Direito.
A nota do sindicato apontou, no comentário de Sheherazade, violação dos direitos humanos, do Estatuto da Criança e do Adolescente e apologia à violência. Tréplica da apresentadora: "O que eu defendi foi o direito da população de se defender quando o Estado é omisso, quando a polícia não chega. Isso está na lei". Não há nenhuma lei que conceda à sociedade, nem mesmo à polícia e a juiz fora de função, o direito de fazer pretensa justiça por conta própria. O que, é óbvio, se dá quando uma pessoa é surrada, posta nua e acorrentada a um poste na rua.
Fonte: http://www.geledes.org.br/em-debate/colunistas/23199-o-direito-a-liberdade-de-expressao-nao-inclui-o-direito-a-liberdade-de-fazer-com-ela-o-que-quer-que-seja-por-janio-de-freitas
"A religião na política fere o estado laico e não nos representa"
Religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício
Por Marcelo Semer, em seu blogNo afã de defender Marco Feliciano das críticas recebidas por amplos setores da sociedade, o blogueiro de Veja, Reinaldo Azevedo, disse que era puro preconceito o fato de ele ser constantemente chamado de pastor.
Infelizmente não é.
Pastor Marco Feliciano é o nome regimental do deputado, como está inscrito na Câmara e com o qual disputou as últimas eleições.
Há vários casos de candidatos que acrescentam a sua profissão como forma de maior identificação com o eleitorado, como o Professor Luizinho ou ainda a Juíza Denise Frossard.
Marco Feliciano não está na mesma situação –sua evocação é um claro chamado para o ingresso da religião na política, que arrepia a quem quer que ainda guarde a esperança de manter intacta a noção de estado laico.
A religião pode até ser um veículo para a celebração do bem comum, mas seu espaço é nitidamente diverso.
Na democracia, o bem comum é uma construção coletiva e, por natureza, includente. Quanto mais pessoas fazem parte da decisão, mais ela se legitima.
A religião é, por si só, excludente, e seus dogmas sobre o bem e o mal não estão sob escrutínio popular.
Suas ‘verdades absolutas’ não fazem parte do ambiente de negociação, próprio da atividade política. Esta busca, ainda, se amoldar à vontade social e não apenas forjá-la, como regras rígidas de um credo.
A definição da moral e a punição a quem dela se desvia, que pode ser até inerente ao religioso, quando consagrado à virtude, não tem espaço na vida republicana. Regrar os demais por uma concepção própria de vida não passa de um abuso de direito.
A religião na política acaba por estimular não apenas o preconceito (pela dificuldade de aceitar diferenças), como o ódio decorrente de sua demonstração pública – do que o crescimento da violência homofóbica é claro indício.
Se as leis de um Estado devem valer ao conjunto de seus cidadãos, as religiosas só alcançam aqueles que se entregam a fé. A catequese imposta, mesmo que por vias indiretas, como a de impingir a todos a crença de apenas alguns, é própria de estados teológicos.
Alimentado, todavia, por interesses partidários, dos mais variados matizes e ideologias, lobbies religiosos estão ganhando trânsito no governo e também na oposição, seduzidos uns e outros pelo volume de potenciais eleitores e pela enorme penetração nos meios de comunicação de massa.
O futuro nos espera, assim, em uma esquina sombria.
É certo que o episódio vem desgastando os partidos, que relegaram a comissão de direitos humanos a um terceiro escalão.
Mas, ao mesmo tempo, também revelou uma sociedade mais madura, tolerante e engajada. Que reagiu às vezes com ira, às vezes com graça, mas quase uníssona em um daqueles momentos de defesa da liberdade que costumam deixar marcas.
No cálculo eleitoral, no entanto, analistas já preveem que o deputado deve ter mais votos no próximo pleito, e que todo esse desgaste, enfim, terá valido a pena para ele.
Pode ser até o mesmo cálculo que outros tantos famosos, como personagens do escândalo, colunistas do insulto ou humoristas da ofensa, costumam fazer quando investem pesado em uma grande polêmica.
Afinal de contas, já faz tempo que aquela regra cínica da política “falem mal, mas falem de mim”, foi transformada na máxima das celebridades em busca de atenção: “falo mal para que falem de mim”.
Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/04/religiao-politica-estado-laico.html
Novo ato contra homofobia é convocado dia 11 de fevereiro em São Paulo.
Dia 11 a misteriosa e trágica morte do garoto Kaique completa
exatamente um mês. Apesar da família ter aceito a prematura tese de
suicídio da polícia, pairam muitas dúvidas, pois o caso precisa ser
melhor investigado e ainda aguarda-se o laudo do IML. Uma semana depois
outro garoto de 18 anos, Bruno, foi violentamente morto por ser gay,
após ser assaltado. Uma gangue de skatistas foi presa pelo crime e
admitiu que tinha como alvo o público gay que frequenta a região da
Augusta/Frei Caneca e centro. Mas outros casos de homofobia foram
relatados posteriormente, o que mostra que têm mais grupos atuando.
Dezenas de outros casos de agressão a gays vem ocorrendo na região, sem que a polícia e o Governo tomem providências efetivas para reforço de policiamento e investigação efetiva dos grupos de ódio. Travestis e transexuais são assassinados e agredidos cotidianamente sem qualquer proteção e resposta do Governo. Na região do ABC, grupo de skinheads volta a se articular o que prenuncia novos ataques, como o que vitimou brutalmente Edson Néris morto na Praça da República no ano de 2000 justamente por uma gangue de skinheads.
Por isso mesmo, no dia 11 de fevereiro terça a partir das 17 horas, o movimento LGBT convoca para um novo ato em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, na Rua Libero Badaró, 39, no centro de São Paulo pedindo mais segurança, investigação e a criminalização da homo/transfobia. Enquanto isso, lá em cima em Brasília, parlamentares ligados à bancada evangélica, contando com o conluio e omissão do Governo Dilma Rousseff enterraram a PLC 122, lei que combateria não só a homofobia, mas também toda forma de preconceito contra portadores de necessidades especiais, de origem (migrantes) e até mesmo de intolerância religiosa.
Não podemos ficar calados ante à barbarie que se avizinha. Contamos com sua presença e divulgação! Aqui o evento do facebook https://www.facebook.com/events/216928925165361/
Dezenas de outros casos de agressão a gays vem ocorrendo na região, sem que a polícia e o Governo tomem providências efetivas para reforço de policiamento e investigação efetiva dos grupos de ódio. Travestis e transexuais são assassinados e agredidos cotidianamente sem qualquer proteção e resposta do Governo. Na região do ABC, grupo de skinheads volta a se articular o que prenuncia novos ataques, como o que vitimou brutalmente Edson Néris morto na Praça da República no ano de 2000 justamente por uma gangue de skinheads.
Por isso mesmo, no dia 11 de fevereiro terça a partir das 17 horas, o movimento LGBT convoca para um novo ato em frente à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, na Rua Libero Badaró, 39, no centro de São Paulo pedindo mais segurança, investigação e a criminalização da homo/transfobia. Enquanto isso, lá em cima em Brasília, parlamentares ligados à bancada evangélica, contando com o conluio e omissão do Governo Dilma Rousseff enterraram a PLC 122, lei que combateria não só a homofobia, mas também toda forma de preconceito contra portadores de necessidades especiais, de origem (migrantes) e até mesmo de intolerância religiosa.
Não podemos ficar calados ante à barbarie que se avizinha. Contamos com sua presença e divulgação! Aqui o evento do facebook https://www.facebook.com/events/216928925165361/
sábado, 8 de fevereiro de 2014
I CONGRESSO DE RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA NO CARIRI
Para fazer sua inscrição online:
https://docs.google.com/
"COMPARTILHEM", curtam e comentem.
Abrace essa causa você também. Vamos derrubar muros entre religiões e evoluir a nossa educação!
Nao importa seu credo, nem sua cor e nem seu local de origem. Vamos juntos reconstruir nossos antigos conceitos. Quebrar os paradigmas que a sociedade nos impôs!
sábado, 19 de outubro de 2013
Campanha A Juventude quer Viver: Pelo Fim dos Autos de Resistência
O projeto de Lei 4471/12 altera o Código
de Processo Penal e acaba com o recurso dos ‘autos de resistência’,
exigindo investigação em casos de mortes violentas e lesões corporais
graves ocorridas em ações policiais. Trata-se de uma medida que impede
que estes casos sejam classificadas como "autos de resistência" e
estabelece regras claras para a investigação com vistas a coibir
práticas de extermínio e de execução extrajudicial.
Entre os pontos que o
projeto altera, estão a proibição do acompanhamento do exame de corpo de
delito por pessoa estranha ao quadro de peritos, a obrigatoriedade de
documentação fotográfica e coleta de vestígios em casos de morte
violenta e exame interno do cadáver, sempre que a morte ocorra em com
envolvimento de agentes do Estado. Reivindicações antigas do movimento
social que podem ser transformadas em Lei pela decisão do Congresso
Nacional.
No Brasil ao lado de uma
crescente onda de violência há também um alto grau de descrença nas
instituições policiais tanto pela percepção da violência praticadas por
membros destas corporações quanto pelas várias pesquisas que revelam que
é grande o número de pessoas – especialmente jovens negros e do sexo
masculino – que são vítimas de execução praticada por policiais em ações
obscuras e vítimas desaparecidas e cujas mortes jamais são
investigadas. O caso do ajudante de pedreiro Amarildo, no Rio de
Janeiro, é um exemplo nacional da tragédia cotidiana de milhares de
brasileiros e brasileiras.
Neste
sentido, nós, da Pastoral da Juventude, em consonância com diversas
organizações religiosas e sociais do Brasil, apoiamos este projeto que
extingue os “autos de resistência” e lutamos pela sua aprovação no
Congresso Nacional. Sabemos que é preciso fortalecer o trabalho da
defesa dos Direitos Humanos, no combate ao racismo e na luta pela
superação de toda a forma de violência e por isso nos manifestamos
claramente em defesa deste importante instrumento de combate às
violações por parte de agentes do Estado.
As
leis devem ser aplicadas de forma justa e transparente e as ações da
Polícia investigadas como as de qualquer outro cidadão no Estado
Democrático. A lisura na vigilância sobre nossos aparatos de segurança é
um princípio para garantia do direito à vida e para a manutenção da
dignidade humana.
Não
desejamos uma Polícia opressora, especialmente em um país com diversas e
complexas desigualdades sociais, que cobram do Poder Público ações de
cidadania e não de violência. Nenhuma morte é apenas estatística. Em
defesa da vida e contra o extermínio pedimos a aprovação do PL 4471/2012
e o fim dos autos de resistência já!
#FimDosAutosDeResistência
Autor/Fonte: A juventude quer viver!
Pastoral da Juventude
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