A partir de memórias guardadas de uma longa viagem, uma carta é enviada
para o futuro. Sozinha, longe de casa e às vésperas de completar 30
anos, uma brasileira parte em uma jornada pela África. Na carta para sua
filha, ela conta dos encontros com mulheres que vivem em suas culturas e
tempos. Um diário, um road movie e um convite a todas as pessoas que
lideram seus próprios caminhos.
Nos dias 16 e 17 de agosto, o I Encontro de Lésbicas e Mulheres
Bissexuais da Bahia (EnLesBi) irá debater o tema “Diálogos possíveis:
lesbianizar e racializar o estado da Bahia” no Grande Hotel da Barra. O
evento é organizado pelo Fórum Baiano LGBT, pela Liga Brasileira de
Lésbicas, pelo Grupo Amuleto e pelo Núcleo de Estudos de Gênero e
Sexualidade da UNEB. Mais Informações e inscrições pelo e-mail enlesbibahia@gmail.com. Confira a programação aqui.
DIA 16 DE AGOSTO
11h: Credenciamento
12h: Ajeum (Almoço de acolhimento)
Tarde: Rodas de Conversa
14h: Roda de Conversa: Lesbianidades e Feminismos: que ginga é essa?
Objetivo: Discutir noções, princípios e desafios dos feminismos e das lesbianidades como lutas políticas.
16H: LANCHE
16:30h Roda de Conversa: Campanha 16 dias de Ativismo na UNEB: Longe da Laicidade do estado não há Direitos Humanos
Objetivo: Discutir a Laicidade do Estado como princípio dos Direitos Humanos
19h: Rede Solidária: Estado, Movimento e Academia – Bate Papo com os/as apoiadores/as do EnLesBi
Coquetel de Confraternização do Enlesbi 2013
DIA 17
Segundo dia
Amanhecer do Cuidar de Si
7h-7:40h – Atividade na Areia da Praia do Porto da Barra
8h – 10h Café Da Manhã Literário Com Declamação De Poesia De Autoria Lésbica/Bi
10:30h Roda de Conversa: Lesbofobia, Racismo e saúde LesBi
Objetivos: Discutir o impacto da lesbofobia e do racismo na saúde
lésbica; discutir o cuidado de si como trilha de empoderamento LesBI
Tarde: Rodas de Conversa
14h Nossas histórias de ativismo – Tripé da Cidadania na Bahia é luta é de todas nós!
Propósito:
a) apresentar a pluralidade do ativismo protagonizado pelas LesBi organizadas de Salvador e Região Metropolitan;
b) Discutir o protagonismo do Fórum Baiano LGBT no debate e na construção do Tripé da Cidadania do Estado da Bahia
16h Deliberações Do Encontro – Definição Do Próximo Encontro de Lésbicas e Mulheres Bissexuais : Enlesbi 2015.
18h: Atividade Cultural Sobre o Lesbi Somos redes LESBI em movimento.
O I EnLésBi é espaço de construção política, lugar coletivo,
colaborativo, e participativo. Ponto de diálogo entre os segmentos de
lésbicas e mulheres bissexuais, academia e Estado.
O foco do Encontro é a construção da cidadania e dos Direitos Humanos das Lésbicas e Mulheres Bissexuais.
O objetivo é fomentar formação política no intuito de combater o
racismo, a lesbofobia, o sexismo e demais expressões da violência de
gênero. Também é propósito do encontro a construção de redes de
solidariedade, a produção e difusão de conhecimentos relevantes para as
lésbicas, mulheres bissexuais e suas/nossas lutas no Estado da Bahia.
Como pensar/fazer coletivo que é, o EnLesBi tá aberto novas colaborações, participações, críticas solidárias.
“Queremos mais lésbicas e mais mulheres bissexuais no poder”.
Queremos revolucionar o mundo que apaga nossos sonhos, tomba nossos
corpos e ceifa nossas vidas.
Vejam os critérios de participação, se inscreva, divulgue colabore.
Sarah Zelinsky, aluna do grupo de estudos de gênero da Universidade
de Saskatchewan, no Canadá, se uniu a outros dois colegas para criar o
vídeo ‘Representations of gender in advertising’ (‘Representações de
gênero na propaganda’), que propõe reproduzir anúncios publicitários com
uma troca de papéis entre homens e mulheres.
Com o objetivo de chocar e engajar o público, o filme mostra como a
publicidade, muitas vezes, pode ser perversa com as mulheres. “Algumas campanhas retratam a mulher como altamente sexual e submissa. E o homem, como dominante e agressivo”, destaca Sarah Zelinsky.
Confira:
A sede do AfroReggae e a pousada da ONG, na Rua Joaquim de Queiroz, na
Grota, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio, amanheceram fechadas na
manhã deste sábado. Normalmente, aos sábados, a sede funciona até as
16h. A ausência de funcionários e integrantes do projeto no imóvel
confirmam a informação publicada hoje em reportagem da revista “Veja” de
que o AfroReggae teria sido expulso pelo tráfico.
Segundo a publicação, os bandidos chegaram a fazer ameaças à ONG,
dizendo que “a desobediência seria punida com a explosão da sede e uma
chacina”. Em seu twitter, o coordenador do AfroReggae, José Júnior,
disse que daria neste sábado uma “péssima notícia”: “Tenho uma pessima
noticia pra dar + q muito me orgulha de não omitir. Já comunicamos as
autoridades do nosso estado e país. Post amanhã”. No início da tarde,
ele postou o link da reportagem e acrescentou a frase “Não dá pra deixar
assassinarem inocentes”.
Policiais da UPP do Alemão andam com armas em punho pelas vielas da comunidade
Foto:
/
Fabiano Rocha
De acordo com a revista, o motivo da expulsão
tem nome, sobrenome e título religioso: pastor Marcos Pereira, líder da
Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso desde o início de maio sob a
acusação de estuprar fiéis.
Ele seria ligado a
Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena no presídio
de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná. Duas irmãs do traficante
frequentam a igreja de Marcos.
— Nunca sofremos
retaliação do tráfico, mas desde que comecei a denunciar o pastor
começaram os ataques. Uma pessoa disse que se não sairmos vão explodir a
sede e nos matar. Diante do receio, teremos que encerrar as atividades.
Não temos como garantir a segurança de ninguém — disse José Júnior à
“Veja”.
Apesar da aparente tranquilidade e do policiamento na comunidade, moradores e comerciantes evitam falar sobre o assunto.
—
Não estou sabendo de nada. Soube pela televisão do incêndio —disse uma
moradora da Rua Joaquim de Queiroz, que não quis se identificar. Jornal muda de sede
Rene Silva, editor do jornal “Voz da comunidade”, explica que redação vai mudar de lugar
Foto:
/
Fabiano Rocha
A reportagem diz ainda que o evento "Arraiá da Paz" mudou para
"Arraiá do Alemão", a pedido do tráfico. Rene Silva, fundador do jornal
comunitário, negou e disse que a mudança tem a ver com a estrutura da
festa, que está em seu terceiro ano:
— Se o tráfico tivesse
mandado mudar o nome, já teria mudado desde o início. Mudamos o nome
agora porque mudou a equipe e a estrutura. O nome "Arraiá do Alemão" tem
mais a cara da comunidade.
Rene contou ainda que o incêndio na pousada do AfroReaggae só acelerou a ida da equipe do jornal para outro espaço:
—
Já queríamos ter o jornal em um espaço só nosso. O que aconteceu só
acelerou isso. Alguns pais de jovens da equipe pediram para sairmos de
lá, mas não estamos com medo.
Segundo Rene, a Prefeitura do Rio vai doar um terreno no Morro do Adeus para a construção da nova sede do jornal comunitário.